Por uma política mineral voltada para o desenvolvimento
 |
| Foto COPELMI
Mineração de carvão a céu aberto.
Local: Mina do Recreio, Butiá - Leão, RS |
As atividades de mineração carecem,
desde o final dos 70, da aplicação de políticas
que resultem no desenvolvimento e no aumento de utilização
de bens minerais.Em decorrência dessa deficiência constata-se
o decréscimo da produção, a estagnação
no avanço do conhecimento geológico e a desagregação
progressiva da estrutura construída para ser responsável
pelo suporte e desenvolvimento dos programas e ações
governamentais.
Em virtude disso, houve uma drástica redução
de investimentos de capital privado nacional e estrangeiro, no setor
mineral. Dentro dessa realidade, a perspectiva da descoberta de novos
jazimentos minerais é nula.É inconcebível a inexistência
de fomento à micro, pequena e média empresa de mineração.
As instituições federais responsáveis pela gestão,
coordenação e planejamento da política mineral
apresentam-se desestruturadas.
Da mesma forma as entidades públicas estaduais de geologia
e mineração reorientadas, são potenciais e importantes
instrumentos a serem utilizados no desenvolvimento e aplicação
de uma política mineral.
Na área de formação científica, diante
dos desafios colocados pela necessidade de se entender e potencializar
os nossos diversos ambientes geológicos, temos hoje uma realidade
na qual a capacidade para superar esses desafios se mostra como uma
luta isolada de acadêmicos e pesquisadores, face aos parcos
recursos alocados. Tudo isso se reflete na qualidade e quantidade
de pesquisa realizada.
Além disso a situação atual do mercado de trabalho
desestimula a formação de novos profissionais.Pelo exposto
reivindicamos ao Governo Federal a formulação de uma
política mineral adequada ao desenvolvimento do país
com a participação efetiva das entidades profissionais
e empresariais ligadas ao setor, além da sociedade civil organizada
no processo de reestruturação da indústria mineral
brasileira.
|
|